sexta-feira, abril 27, 2007

Semente de anjos



Todos temos um anjo que os quer bem, quando não temos vários por assim dizer. Eles entram em nossa vida sem que percebamos e a revolucionam para o melhor. Eles nos guiam para o melhor caminho e nos auxiliam em nossas realizações. Estão sempre junto a nós mesmo que não possamos vê-los.
Perguntaram-me certas vezes, como eu posso afirmar com tanta convicção a existência de seres tão sublimes. Facilmente percebo-os ao meu redor. Não os vejo não os ouço, mas reconheço na em cada ação que fazem por mim. Certo dia eu estava de novo atrasada para a faculdade. Mirei ao longe e vi que o ônibus que me levaria até lá estava se aproximando. Tentei correr para alcançá-lo, mas tudo fora em vão. O que me surpreendeu nesta história toda é que passados alguns metros depois que ônibus partiu, bateu na traseira de uma vã. Ninguém se feriu, mas sei que os anjos que me protegem me mantiveram longe do perigo iminente, me preservando de qualquer transtorno.
Uma história mais impressionante aconteceu com minha mãe. Há muitos anos atrás antes mesmo do meu nascimento, minha mãe voltava para casa aos um longo dia de trabalho. A rua estava deserta e começava a garoar. Cada vez mais a garoa engrossava. Assim minha mãe se viu forçada a apertar o passo para não ser surpreendida por uma chuva mais forte. Nesse instante minha mãe percebeu que se aproximava dela um homem. Intuitiva, teve a impressão de que esse lhe faria algum mal.
Não podendo correr, pois tinha certa dificuldade, minha mãe se viu em uma situação desconfortável. Cada vez mais o homem se dirigia a ela com mais velocidade, e ela se sentia acuada. Até que então apareceu uma senhora de aparência tranqüila, muito bonita como minha mãe a descreve. Alguém que lhe disse: “Fique tranqüila, ele não lhe fará nenhum mal.” Estendeu seu guarda-chuva e abrigou minha mãe sob sua proteção. Acalmando-a acompanhou-a até em casa. Grata minha mãe perguntou aonde esta mulher residia. Respondeu que morava na rua da feira 830, número que minha mãe jamais esquecerá. Ao convidá-la para um café minha mãe de repente desviou o olhar por um instante. E eis que a mulher desapareceu.
No dia seguinte minha mãe resolveu procurá-la, por ser como caçoamos até hoje, muito curiosa. O encontro teria sido bem mais fácil se de fato o número 830 existisse ou se alguém daquela rua um dia tivesse visto alguém com aquela descrição.
Isso me faz crer ainda mais na existência destes bons seres. Sem lar, sem identidade que se sustentam apenas com o amor em seus corações. Vale manter o enigma, já que sua missão não precisa de uma identidade. É muito mais que isso. Eles nos resgatam do abismo e nos seguram a mão pra que voemos pelo infinito, descobrindo o que há de belo no mundo.
Certo amigo me meu levantou a hipótese de que talvez sejamos sementes de anjos na Terra, plantados sob várias provações pra que testemos nosso potencial de frutificar o bem. Tenho certeza de que esta hipótese tem um fundo de verdade. Conhecemos tantas pessoas que nos aquecem com um abraço, tentando nos proteger das tristezas. Que nos elevam o moral e nos fazem conhecer nossa face positiva. Que estão com a gente para o que der e vier. E posso afirmar que minha sorte da amigos como estes são poucos quanto eu desejaria ter, mas que completam meu anseio por tê-los.

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